terça-feira, 3 de agosto de 2010

Novos projetos fortalecem o ensino à distância no IFRN



Na foto Professor Franklin Miguel (esquerda) - Coordenador do Polo Universitário de Luís Gomes e Prof. Erivaldo Cabral - Chede do DETED.


Investimentos chegam a R$ 580 mil

O Departamento de Tecnologias Educacionais e Educação à Distância (Deted) do IFRN entra numa nova fase neste segundo semestre: o da expansão do uso das tecnologias de comunicação nas esferas acadêmica e administrativa da instituição. Um passo importante para isso foi a aprovação, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de quatro projetos voltados à elaboração de material didático e à capacitação de servidores para atuar na educação à distância no Instituto, num investimento de R$ 580 mil.
“Hoje não tem mais sentido desprezarmos ferramentas poderosas de ensino e aprendizagem por causa do preconceito que muita gente ainda tem contra a eficácia dessas novas tecnologias. Elas estão aí para serem aperfeiçoadas e usadas na formação de alunos e servidores, com ganho de tempo e de recursos para a instituição, sem que isso implique perda de qualidade”, diz o professor Erivaldo Cabral, coordenador do departamento.
A importância da aprovação dos projetos e as expectativas para o papel da comunicação e educação à distância foram o tema da entrevista abaixo que o coordenador do Deted concedeu.
P – Esse investimento do IFRN em equipamentos, tecnologia e capacitação de servidores para atuar na educação à distância é isolado ou faz parte de um esforço generalizado na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica?
Erivaldo
– A expansão do ensino à distância é uma das grandes prioridades deste governo. E é compreensível. O Brasil é um país continental e se nós pudermos, cada vez mais, chegar aos alunos que moram distante dos grandes centros, com qualidade, isso só pode ser uma coisa boa. A maior prova de que a EAD faz parte da política do MEC é a resolução do MEC que autoriza as instituições federais de ensino a oferecerem, na modalidade à distância, até 20% do conteúdo dos cursos presenciais.
P- Isto pode ser feito sem comprometer a qualidade dos cursos?
Erivaldo
– Pode, se investirmos não só em equipamentos, mas, sobretudo, em pessoas. Ao contrário do que muita gente pensa, ensinar à distância exige uma equipe numerosa e bem qualificada. Mas vale à pena, porque se esta equipe trabalhar bem realmente ela consegue oferecer uma boa formação ao aluno.
P- Os quatro projetos do Deted que acabam de serem aprovados têm exatamente quais objetivos?
Erivaldo
– O primeiro deles, que será coordenado pelo professor Artemílsom Lima, é para elaboração de materiais didáticos, que vão desde as teleaulas do ProITEC, a jogos e softwares educacionais; o segundo, a cargo das professoras Ilane Ferreira Cavalcante e Ana Lúcia Sarmento, é para a oferta de um curso de formação em novas tecnologias de comunicação e informação voltado a professores e pedagogos do Instituto. O curso terá duração de seis meses, com 180 horas de aulas, num modelo semi-presencial.
P – E os outros dois projetos?
Erivaldo
- O terceiro deles terá como objetivo estimular o uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) em todos os níveis e modalidades de ensino e em todos os campi. Esse projeto, coordenado pelo professor Wagner, terá várias fases. Uma das mais importantes será justamente a primeira, em que será feita uma consulta a todos os servidores sobre como tornar a Plataforma Moodle ainda melhor para as nossas necessidades. Por fim, o quarto projeto aprovado é a materialização do objetivo maior dos três anteriores: a oferta de cinco disciplinas, à distância, do curso de Licenciatura em Espanhol presencial. Para este projeto serão oferecidas bolsas de tutorias, cujos editais sairão no primeiro trimestre do ano que vem. A coordenação dele ficará com a técnica em audiovisual Elizama das Chagas Lemos.
P – Mas, do que adianta investir na capacitação dos professores e pedagogos sem que eles tenham a iniciativa de trabalhar nessa área?
Erivaldo
- Exatamente. Esse é um problema que ainda enfrentamos, mas que aos poucos estamos conseguindo vencer. De fato, aqui no Instituto estamos precisando de servidores que queiram aprender a essa nova maneira de trabalhar e acho que não poderia haver uma melhor hora para isso. Nos últimos três anos, nosso departamento recebeu reforços importantes, de gente jovem e entusiasmada com a educação à distância, como a técnica de áudio-visual Elizama Lemos e o professor de Sistemas de Informação, Wagner de Oliveira. Ambos são altamente capacitados e tem muita vontade de contribuir para a expansão da EAD no nosso Estado. Esperamos que outros como ele venham a se juntar a nós e aproveito esta oportunidade para convidar os servidores que tiverem interesse em conhecer o nosso trabalho para que nos visitem, aqui no Campus Natal-Central, no terceiro andar do prédio do NIT.
P – Voltando aos projetos, como serão aplicados os recursos destinados a eles?
Erivaldo
- 80% dos recursos serão aplicados na formação de pessoal, através de bolsas FNDE e serviços de pessoa física para a elaboração e execução dos projetos; o restante é para materiais permanentes e de consumo. Todas as bolsas a serem concedidas serão de pesquisa, para professores e técnicos administrativos, com duração de um ano. A previsão é de que os recursos comecem a ser liberados em setembro.

P - Além desses projetos, o que mais está sendo feito na instituição para reduzir as dificuldades, até mesma administrativas, provocadas pela expansão do IFRN para municípios distantes da capital?
Erivaldo
- Bem, acabamos de investir aproximadamente R$ 600 mil para conseguirmos, de uma vez por todas, realizar vídeos-conferências com qualidade de som e imagem. Hoje, 10 campi do IFRN estão com o sistema em fase de instalação e de teste. A conexão entre os campi e a Reitoria será feita no Campus Natal-Central, com equipamentos capazes de realizar 20 conexões simultâneas. Isso vai facilitar enormemente e baratear o custo de cursos, treinamentos e reuniões entre servidores de campi diferentes.

Fonte: www.ifrn.edu.br

Reitores de sete federais de MG discutem 'megauniversidade'
Reitores de sete universidades federais em Minas Gerais - de Alfenas (Unifal), Itajubá (Unifei), Lavras (Ufla), São João del-Rei (UFSJ), Ouro Preto (Ufop), Juiz de Fora (UFJF) e Viçosa(UFV) - se reúnem nesta terça-feira, 3, em Belo Horizonte, para discutir detalhes finais de um consórcio que unirá as instituições em uma espécie de megauniversidade.
Segundo o Ministério da Educação, não há impedimento legal para a iniciativa, mas o projeto que deve sair do encontro ainda terá que ser aprovado pelo ministro Fernando Haddad. Ele já se reuniu com os reitores no mês passado, em Brasília, e, de acordo com a assessoria do ministério, o ministro se interessou pela ideia, mas precisa analisar o projeto final, pois se trata de uma proposta inédita no País.
Caso o consórcio seja aprovado, a megauniversidade reunirá aproximadamente 91 mil alunos de cursos presenciais de graduação e pós-graduação que funcionam em 17 cidades do sul e sudeste de Minas, além cursos a distância em 55 municípios. Segundo o MEC, as instituições, juntas, oferecem 15,6 mil vagas a cada vestibular. A megauniversidade terá 260 cursos presenciais de graduação, além de 111 cursos de mestrado e 59 de doutorado.
A proposta é que cada universidade mantenha a autonomia, com reitor e conselho superior próprios, mas unifiquem o plano de desenvolvimento institucional. Com isso, as unidades terão estratégia conjunta para captação de recursos, projetos integrados de ensino e pesquisa e a possibilidade de transferência de equipamentos e tecnologia entre si.
As universidades foram escolhidas pela qualidade do ensino, além da proximidade geográfica. De acordo com o MEC, todas apresentam, na graduação, índice geral de cursos com nota 4 e 5, que são as maiores para esse tipo de educação. Já na pós-graduação, 15 programas têm nível 5, cinco têm nível 6 e dois alcançam nível 7, o mais alto da escala de avaliação desse tipo de ensino.

Fonte: www.mec.gov.br

 
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